FLÁVIO PAIVA - O BOATO NA ELEIÇÃO
21/10/2010 O boato na democracia O grave no boato eleitoral é que muitas vezes suas armadilhas não podem ser desarmadas a tempo e, em caso de as acusações se revelarem falsas, as urnas já terão anunciado seu veredicto O uso de boato em campanhas políticas não é novidade. Aliás, não existe política sem boato. Mas deve existir um limite ético para a utilização do boato como propaganda eleitoral. O segundo turno da eleição para presidente coloca esse paroxismo em pauta. O que ler nos boatos? O que eles dizem? Quais seus significados para a democracia? O que será feito da boataria depois do dia 31 de outubro de 2010? A resposta a essas perguntas é um desafio posto ao eleitor que não aceita ser manipulado por esse velho artifício da fragilidade humana. O grave no boato eleitoral é que muitas vezes suas armadilhas não podem ser desarmadas a tempo e, em caso de as acusações se revelarem falsas, as urnas já terão anunciado seu veredicto. Esse fato de não haver tempo hábil para o eleitor saber ...