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Mostrando postagens de janeiro 13, 2013
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Incultura

A incultura para todos é uma conquista neo-capitalista difícil de contornar. Modo contemporâneo de galgar e manter o poder, leiloando-o entre cúmplices e aliados, a incultura é o eixo do poder político. Fábrica de adesão, ela se compraz em afirmar: somos grandes, pois, massa, povo; trabalhadores, cientistas, intelectuais, artísticas, jornalistas e agentes culturais estão de joelhos diante do despotismo esclarecido, “legitimado pelas urnas”. Amém! Raramente, na história recente, o Brasil conheceu uma classe política tão inculta, e tão sabida à gestão da incultura como meio de “enriquecimento sem causa”, mediado por licitações faraônicas, em conformidade com a lei vigente. Ora, a falta de lei não gerou o nazismo, mas, antes o excesso, a ausência radical de instituições autônomas para interpretar e aplicar as leis. A cultura não mais aparece como dispositivo intercessor ao combate à incultura, novo terrorismo sem bomba nem arma, porém, com pressões que deságuam numa ditadura velada, e...