A SURPREENDENTE FÓRMULA EM DÉJÀ VU DE MARCUS CAFFÉ

A SURPREENDENTE FÓRMULA EM DÉJÀ VU DE MARCUS CAFFÉ
Quando se ouve falar no lançamento de um disco ou de um artista intuitivamente a pergunta nos vem: - É um disco de quê? Ele canta o quê? Necessidades de atendimento à regra lógica de mercado que segmentam os produtos quando esse “produto” é uma obra de conteúdo a coisa fica um pouco mais complicada; ou não.
A figura do intérprete MARCUS CAFFÉ surge nessa correlação entre obra/autor e o público como um filtro, é por suas entranhas que a obra transita, é o resultado desse trânsito que se transfigura na forma que a canção assume diante do ouvinte. O conteúdo é o mesmo, o juízo de valor sobre a literatura ali composta é dado pelo intérprete através de sua respiração, das tensões, dos relevos, das pausas, da excitação, enfim, de todos os estímulos que recebe da obra e que à ela retorna por seu viés.
DÉJÀ VU é um disco de nuances, de sutilezas e de ênfase. Um “produto” de um formato fácil e bom de seu ouvir, mas que para traduzir tão bem os valores a que se propõe necessita de tanta dedicação e respeito ao autor, à obra, aos profissionais e ao público. Como o vinho, o cultivo da uva e todo o demorado percurso até se tornar pleno de sabor.
O trabalho não lança para o futuro nenhuma proposta inovadora quanto ao experimentalismo sonoro vulgar, parte do princípio que MÚSICA É COMUNICAÇÃO e que precisa ela mesma se traduzir. O que surpreende em DÉJÀ VU é a incontestável diferença de se ouvir música pensada e executada pelo talento de grandes profissionais.
SERVIÇO:
CD DÉJÀ VU – DE MARCUS CAFFÉ
PRODUÇÃO INDEPENDENTE
ESTÚDIO VILA
JAN À SET DE 2008.
MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO POR ADELSON VIANA
DIREÇÃO: MARCUS CAFFÉ
WWW.2PLAY.COM.BR/MARCUSCAFFE

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