Quinteto Agreste e Eu!

Tinha eu entre 13 e 16 anos e frequantava a orla maritima de Fortaleza. A "balada" se dava na Volta da Jurena onde se falava em um tal de grafite (play boy bandido assassinado por ali), onde uma figura chamada o "cafona" passeava em seu conversível "azarando as gatinhas do pedaço"..onde Jason e Eugênio Stone arrasavam corações das meninas com seus cabelos cacheados e corpos rechonchudos ao transmitirem seu programa de rádio do Estudio da FM do Povo...
Muita gente pronta, muitos carros, barulhos, cigarros, capoeiristas mostrando habilidades físicas (nunca entendi isso naquele lugar). Já se dava uma luta de classes também nesse contexto.

Foi em um dia no convivio com esse panorama que assisti pela primeira vez o Quinteto Agreste.
Nesse período de minha vida adolescente a cidade me permitia usufruí-la quase que plenamente, sendo assim, eu como garoto do mar era hatitual na Praia do Ideal, hoje Aterro de Iracema tinha como amigos alguns deficientes auditivos com os quais me comunicava com os sinais. Foi na cia de um deles que fui ao show daquele grupo grande, naquele palco alto no meio do calçadão da Beira Mar.
Faziam parte do grupo Tony Maranhão, Airlindo Araujo, Mário Mesquita, Marcilio Mendonça, Pantico Rocha...Tudo muito diferente pra mim. Sonoridade, contexto, literatura, enfim...No meio do centro urbano da balada cidadina onde Barry White troava pelos quatro cantos um canto meio de repente de repente aboiava e encantava aquela rapaziada...

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