HUMBERTOS encerramento de Temporada. Gratidão!

Caríssimos boa noite!!!

Nesses dias estivemos envoltos na apresentação do encerramento da temporada do show HUMBERTOS ocorrido nesta quinta dia 08 do Theatro Carlos Câmara aqui em Fortaleza-CE.

Sobre o show os agradecimentos são inúmeros pelo decorrer do ano pelas oportunidades de o apresentarmos; esse é o nosso trabalho.
Nessa oportunidade tivemos em cena a presença de duas pessoas que simbolizam talento, virtuosismo e certa rebeldia naquilo que rompem de um padrão comum: Silvia Moura​ e Carlinhos Patriolino​; artistas que deslimitam o tempo e o sentido do fazer artístico...os símbolos da arte remontam-se e a dádiva de Deus se manifesta.
Obrigado à ambos por me emprestarem momentos de graça em poder vê-los plenificados....

Naquela noite alguns guerreiros estavam conosco também atuantes nas técnicas de som e luz; Carlos Pamplona Calvet​ é um psicólogo...é um pensador sensível....introspectivo e para quem o som elétrico com o qual trabalha o representa, fala por ele; diz dele..de sua pessoa, luta, resistência e relevância em nosso mercado, é um mestre no que faz.
Samir Kassouf é um companheiro que não se furta o direito de trabalhar no que quer, quando quer e se faz imprescindível pela sutileza de intervenções...é inteiramente por sua atuação na cena que o show ganha visibilidade e beleza....sou grato à vida por tê-los conosco, vivos e atuantes e sempre em evolução.

Naquele espaço chamado hoje de Teatro Carlos Câmara descobri pelo relato de Fernando Piancó (seu diretor atual) algumas páginas importantes de acontecimentos daquele lugar e fui lá rapidinho em minha memória adolescente e lembrei do show de Mona Gadelha​ que assisti ali aos 16 anos de idade....mas voltei logo o nosso show já ia começar.

Numa platéia pouco numerosa nada faltou, nem números....todos foram se envolvendo..se entregando...absorvendo...e devagar retribuindo para nós as suas percepções sobre o que dissemos eu, Nonato Lima​, Samuel Rocha​ e Giltacio Santos​ sobre a obra de Humberto Teixeira...Como resposta tivemos os aplausos sinceros e emocionados, os flashes de celulares, máquinas e eletrônicos diversos registrando aquele episódio daquele lugar lindo, limpo, novo, sonoro e iluminado....A presença silenciosa e discreta de nosso parceiro Airton Conde​ nos abençoando com seu olhar fotográfico. Entramos para aquela história.

Vivenciei pelo centro da cidade o peso insuportável do abandono. Como foi mesmo que o nosso centro histórico se tornou esse reduto de medos? Em nome de quem essa cidade é "gerenciada"? Entre tantos direitos sociais da população está o direito ao acesso à cultura que nesse sentido absorve às artes com seus eventos, produtos, valores e funções sociais.
Afere-se o quanto uma cidade regrediu na medida em que sua população empobreceu de renda, de estima, de sonhos...o quanto ela deixou de poder exercitar seus direitos pela simples negativa de quem se prestou à respeitá-los. Somos uma população desrespeitada por todos os lados, com todos os motivos e provas e o centro e sua devassidão são um possível coração infartado de nosso cantinho de morar.

Em nosso show falamos muito em coração. Citamos diversas memórias cardíacas de HT e que nossas se tornaram..e isso nos faz refletir, relembrar, refazer percursos memoriais, reencontrar sensações, cores, dores, amores....e isso faz uma revolução naqueles instantes.
Nosso povo precisa se emocionar, nossos gestores necessitam chorar suas dores e abandonarem vícios demonízados....Somos um coletivo e estamos todos em um mesmo e único barco e tudo o que aparenta não nos dizer respeito em 2015, em num minuto qualquer nos prova que estamos conectados e có-relacionados.

Se nossa população saturada, envelhecida, desdentada, de poucas letras e tantas fomes não perceber que a alternativa da venda de seu voto significa a venda de TODOS os seus direitos seremos sempre e cada vez mais todos nós famintos, saturados,envelhecidos e desdentados.

Queremos o direito de ir e vir em nossa cidade, queremos usufruir dela, toda ela..em todas as regiões, em todos os horários..queremos andar, parar, sentar, levantar sem ter que pagar propina a ninguém porque essa cidade é nossa....
Queremos alegria, fantasia, queremos uma trilha sonora que nos alimente a alma...queremos a brisa que não traga a poluição..queremos a chuva que não acorde doenças..queremos, e porque pagamos por isso, merecemos respeito e esse exercício se incia em nos respeitarmos no trânsito, na fila, no trabalho, nos pleitos, nos direitos e na contrapartida de tudo isso que são as nossas obrigações que estão do outro lado da balança.
Não é favor dizer: Por favor!
Não é subserviência dizer: Com licença!
Não é desnecessário vibrar para que todos tenhamos um Bom dia!
Não é humilhante dizer: Me desculpe!
Erramos...Há em muitas situações oportunidades de não perdermos o direito de fazermos, mantermos e de sermos AMIGOS...

Obrigado Pedro Sampaio​ e Marcelo pelas novas e alvissareiras amizades...
Deus SEMPRE NO COMANDO!

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