Treva
Eram 15h e alguns minutos e estávamos num petshop quando de repente tudo parou...os ruídos todos cessaram e restou um bater de asas, passos na escada de ferro e alguns burburinhos...rapidamente a sensação de calor intenso e pequena asfixia tomou o ambiente. Saímos lentos e percebemos portas abertas a oxigenar o ambiente...
Caminhamos sem pressa de volta a casa e nesse trajeto quase nada se percebia de anormal. Chegando em casa sim. O portão não abria e uma sensação de clausura começou a surgir...enclausurados fora de casa...nossa casa é um lar!
Alguém nos ouviu a abriu o portão, detectamos que algo nessas situações deveria ser planejado....
Subimos de escada e no escuro, ainda haviam frestas de luz no prédio. Chegamos em paz.
A temperatura ambiente nesses dias não tem sido agradável como há alguns dias fora... banhos se sucedem no afã de amenizar a quentura...Ficamos assim, aguardando ao tempo em que contemplávamos o apagar-se do dia.
O escuro se fez.
É notório o desconforto da humanidade eletroacústica ao breu.
Restou uma interrogação no ar!
Ruídos urbanos nervosos pela probabilidade do império do medo na cidade escura!
Treva!
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