NÃO SEI SE PELA DOR DA PARTIDA....
Não sei se pela dor da partida....não sei se pelo silêncio incômodo...não sei se pela desobrigação de atender...não sei se pela realização em prover...não sei se por ela ou se por mim...não sei se por precisar dela viva...não sei se pra garantir meu status de filho competente ...Só sei que com tudo o que não sei eu pedi à Deus, eu prometi à ele que seguiria firme sem ela aqui como uma referência de fortaleza...de catarse....de reinvenção pessoal...
Mas sei que me alimentava alguma esperança as pequenas comunicações, os pequenos olhares, os pequenos contatos onde eu imaginava que ela estivesse me reconhecendo, ou me confundindo com meu pai, talvez..não sei...
Um olhar mais firme, mas lucido e eu já me enchia de esperanças...
Mas e as dores constantes...e a absoluta ausência de autonomia...e todo o desconforto em estar ligada à uma "massa inerte"....?
Foram reflexões esparsas e eu preciso reunir todas essas conclusões para me manter ciente e não buscá-la em memórias saudáveis e fazer delas um açoite...uma tortura...um clamor..
Cada um de nós tem sua chegada, sua estada e sua partida...e nesse meio tempo a gente se conecta, a gente vai se encontrando fragmentos de nós que juntamos, colecionamos para no tempo oportuno iniciar a montar...
A partida dela desligou um MOTOR que havia em minha cabeça...esse silêncio incomoda...aquele ruido também...agora é sopesar...é concluir e me deixar libertar.
Ela já foi. Definitivamente....liberdade agora é o seu nome....liberdade verde da cor de Esmeralda? Liberdade azul claríssimo no tom de seu olhar!
Liberdade!
Eu disse à Deus....pois foi ....eu disse....
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